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Disco Plano

31
Dez17

Melhor Álbum Português para o Disco Plano

O Capitão Fantástico

Ana e de sobrenome Bacalhau, lançou o seu primeiro álbum em "Nome Próprio" e conquistou o meu coração, este ano foi o dela, por muita pena minha não devo conseguir ir vê-la ao Tivoli BBVA em janeiro do ano que vem, mas já comprei o CD, fiz uma "review" que pudesse fazer justiça e enquanto escrevo isto estou a ouvi-la cantar bem alto, em suma, este foi o ano de "Nome Próprio".

 

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05
Dez17

Nome Próprio (Album Review)

O Capitão Fantástico

Todos os dias tento criar uma vida nova, sinto que nunca estou satisfeito comigo mesmo e sou muito exigente, tento sublimar a minha vida da melhor forma e levo cada dia como uma vida nova realmente. Há uns anos não ligava nenhuma aos Deolinda, há uns anos não sabia sequer que a vocalista da banda era a Ana Bacalhau, felizmente agora já sei e agradeço a uma pessoa especial que entrou de forma devagar na minha vida e infelizmente saiu depressa demais, o melhor é ter deixado memórias boas e recordações que nunca vou esquecer, sem mais demora, falo-vos de "Nome Próprio", o primeiro e espero que não seja o último álbum de Ana Bacalhau, que vou esmiuçar enquanto o oiço neste dia novo.

 

Com a primeira canção temos "Vida Nova", o que mais gosto nesta faixa é a guitarra, típica nossa e típica do que é ser português, em Pop Rock se começa e logo de seguida vem "Leve Como Uma Pena", esta letra é sensível no sentido que se sente e muito, dá vontade dançar e a bateria tem a confiança da voz da mulher protagonista que se ouve nesta faixa a um ritmo único. A melhor mensagem ouve-se em "uns dizem que não posso, outros que não sou capaz, se aprovam ou reprovam a mim tanto faz" e foi o que o génio por trás deste álbum fez, alienou-se aos bons, esqueceu os maus e criou um álbum que à segunda faixa já me conquistou. 

 

Saltamos para o número 3 e lá encontramos "Passo-me A Tratar-me Por Tu" a marcar passo, a voz da Bacalhau continua fenomenal e faz-nos agradecer o facto de nunca ter desistido de si mesma, nunca ter tido de si dó e tratar-se por tu agora. Os "back vocals" fazem-se ouvir também e como disse, esta música marca o passo até que chega "Só Eu", aqui eu parei de ouvir à primeira vez que ouvi, fiquei surdamente espantado com a elegância com que a voz desta cantora se molda ao que nos faz sentir, a guitarra vai tocando devagar e à medida que me apercebo que nem eu consigo prever as coisas, fico boquiaberto.  

 

O timbalão faz-se ouvir e surge a menina que não se esconde por medo nem sequer por um segredo, mesmo que o mundo não seja pra gente como ela, ela canta e encanta, "Menina Rabina" é provavelmente a minha faixa de eleição, porquê? Não só porque me acalenta o coração, mas também porque sinto que a voz da Bacalhau está nua nesta canção, os "back vocals" voltam a ser essenciais e esta letra é fenomenal, tão boa que às vezes até nos esquecemos do tão bom instrumental que está por trás, tão boa canção que até se torna difícil ser-se lúcido. "Mais que uma rosa, mais que um perfume dou-te uma cena de ciúme, faço prova aparatosa do meu amor por ti", se me perguntarem? Todos deviamos ter "Ciúme", é sinal que amamos e é sinal que temos medo de perder. Nesta faixa ouve um empurrão do senhor Miguel Araújo e foi aqui que nasceu o primeiro single deste álbum, por algum motivo o é e acho que é onde a voz alcança as melhores notas, tive o prazer de ouvi-la cantar esta canção no concerto do Miguel Araújo no Coliseu de Lisboa e foi inesquecível, quase chorei por mais. 

 

Ao som de um beatbox cómico saltamos para a faixa número 9, "A Bacalhau", aqui vemos o trabalho bom de Capicua a surgir como a faixa mais dançável do álbum que é "Nome Próprio", liricamente é extraordinário e frisa-se bem que Bacalhau chegou onde chegou porque deu uso ao seu QI e à sua voz, nunca esquecendo de ser dona do seu nariz. Mais um salto e este é grande, "Deixo-me Ir" até ao fim desta crítica, não quero falar sobre todas as outras faixas que ficam a faltar, porquê? Para não encher este post singular com quinhentos adjetivos positivos, Ana Bacalhau cumpriu e pra mim fez um álbum fantástico, 08/10 é a nota que dou e é justamente merecida, esperemos que a protagonista volte a usar a sua solidão para nos dar um segundo álbum e se deixe ir por muitos mais anos, não há nada que temer e não há mesmo nada a perder. 

 

Ana Bacalhau - Nome Próprio, eu oiço no Spotify e também em CD porque já o comprei, oiçam onde puderem, mas oiçam. 

 

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Próximos espetáculos que vamos ver:

Ben Howard - Coliseu dos Recreios a 27/05/2018

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