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Disco Plano

02
Fev18

A Entrevista - MONDAY

O Capitão Fantástico

Depois de me apaixonar pelo universo melódico das Golden Slumbers, fui acompanhando de perto o trabalho das irmãs Falcão, quando soube que MONDAY tinha nascido e que era uma ideia da Cat Falcão, ansiei, esperei e quando chegaram as canções, uma a uma, voltei a apaixonar-me, a minha canção de eleição é a "Change", espero que vocês possam também vir a ter uma canção favorita só vossa, por agora, deixo-vos uma pequena entrevista, realizada com a protagonista deste projeto que escolhe a segunda-feira para florescer. 

 

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15
Jan18

A Entrevista - Mathilda

O Capitão Fantástico

Tudo começou no dia em que ouvi o primeiro lançamento de Mathilda que se chama: "Lost Between Self Expression and Self Destruction" e com a música "Infinite Lapse" entrei num mundo novo, em que as melodias simples de Mafalda Costa, abraçadas pelos arranjos complexos de Diogo Pinto, dariam uma nova perspetiva ao meu mundo musical. Mafalda Costa e Diogo Pinto têm 9 anos a separá-los, a menina da Planalto Records tem 17 anos e o fundador da mesma tem 26 anos, trabalham juntos há alguns concertos, não mais do que cinco, neste momento, mas quando estão juntos, quer seja numa entrevista, quer seja num concerto, tornam-se em um só pela amplificação do que querem que se faça ouvir e também por aquilo que lhes vai na alma. Diogo Pinto é também Gobi Bear e neste projeto dele, encontro em "Men-Like Clouds" a minha música favorita, aquela que surge no álbum "Inorganic Heartbeats & Bad Decisions", pode-se ouvir e adquirir no bandcamp do artista, aqui. Mafalda Costa foi o alvo das perguntas do Disco Plano, espero que tenham sido as perguntas certas e espero que gostem das respostas, toda esta entrevista aconteceu no Cinema São Jorge, no passado sábado dia 13 de janeiro, foi possível entrevistar Mathilda e conhecer um pouco mais sobre a bonita voz desta dupla, algumas horas antes da performance no Festival Termómetro, performance que foi simples, honesta e bonita.

 

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22
Nov17

A Entrevista - Noiserv

O Capitão Fantástico

Há uns dias tive a ousadia de pedir ao David Santos que me desse a oportunidade de o entrevistar, de forma a não atrapalhar a agenda do mesmo, sugeri que a mesma fosse realizada virtualmente, o David disse que podíamos realizar a entrevista, enviei as perguntas, recebi as respostas e agora partilho com vocês. Não partilhei logo a entrevista porque esta é uma rubrica que quero ir fazendo com calma e também porque o David Santos vai tocar no Teatro Ibérico no dia 22 de dezembro como Noiserv, logo hoje foi a melhor data para publicar, falta exatamente um mês para mais um concerto que vou poder testemunhar. David Santos nasceu a 7 de abril de 1982, em Lisboa. Estudou no Instituto Superior Técnico, consequentemente é engenheiro, mas parece-me que é mais engenheiro musical do que qualquer outra coisa, nasceu música e hoje é música para nós desde 2005, ano em que tomou a decisão certa e decidiu dar asas ao projeto Noiserv que faz dele hoje, um dos melhores compositores que temos, fazendo também parte dos You Can't Win Charlie Brown. Deixo com vocês, a oportunidade de lerem esta entrevista que por ser virtual, não deixou de ser tão ou mais real que qualquer outra entrevista. 

 

 

A Entrevista com Noiserv (David Santos)

 

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- Como foi a experiência no Festival da Canção?

Foi uma boa experiência, ver a minha música num contexto diferente do habitual. E acima de tudo fazer parte da escolha da RTP para representar os autores de relevo no nosso país.

- Aceitaste o convite para o Festival da Canção sem hesitar ou ainda pensaste duas vezes antes de o fazer?

No seguimento da resposta anterior, não hesitei em aceitar. Se fazia parte de uma escolha para renovar o festival da canção, seria sempre um prazer.

- Porquê a Inês Sousa? Irá interpretar Noiserv mais alguma vez?

Queria uma voz feminina, e a da Inês fez-me muito sentido. Hoje em dia somos muito amigos e ela tem uma voz muito bonita. E isso é tudo o que é necessário para voltarmos a fazer algo no futuro :).

- Quando estás com os You Can't Win Charlie Brown, como te sentes?

Sinto-me muito bem, é um prazer enorme partilhar o palco com amigos e com músicos tão criativos.

- Qual a tua canção favorita quando tocas com os You Can't Win Charlie Brown?

Há muitas que gosto muito, ao vivo a “An Ending” é para mim das mais intensas.

- Sabemos que apostaste numa carreira a solo com o projeto Noiserv, mas só depois de tentares em conjunto com amigos, alguma vez pensaste em desistir? Se sim, o que te fez seguir em frente? Foi o espírito de luta que está presente na história de "It's Easy to Be a Marathoner Even If You Are a Carpenter" que apareceu em ti?

Esta resposta é difícil e longa. A vida é feita de decisões e cada uma delas vai influenciando a seguinte. Com os sonhos acontece o mesmo, quem um dia se imaginou músico, quer sê-lo “para todo o mundo” e para sempre, mas isso nunca acontecerá de um dia para o outro. As coisas são sempre dificéis e apenas não desistir te garante que não acabem. A luta existirá sempre, enquanto dar emoções às pessoas através da música for aquilo que mais me fascina no mundo.

- Viver depressa demais ou lento demais, já te ouvi falar disto duas vezes ao vivo, acreditas que o desequilíbrio que quase todos temos pode ser o verdadeiro equilíbrio? E talvez um desequilíbrio seja tentar equilibrar as duas coisas?

É claramente o desequilíbrio que nos equilibra, mas por vezes devíamos conseguir aproveitar melhor os momentos de equilíbrio para que os desequilíbrios sejam mais intensos e sustentados.

- Existe alguma separação entre Noiserv e David Santos? Ou é tudo genuíno?

Na verdade não existe diferença, Noiserv é o David Santos e vice-versa.

- Porquê camisolas e t-shirts às riscas? Há alguma história por trás dessa preferência?

 Começou por uma questão estética, sempre gostei de riscas, hoje em dia acaba por ser um pouco uma superstição para que tudo corra bem.

- Costumas ouvir Noiserv? Se sim, qual o primeiro álbum que te lembras de ouvir quando queres ouvir? E a primeira canção?

Hmmm... oiço obsessivamente nos processos de composição, de edição dos videos, e de tudo o que esteja relacionado com a promoção de um disco, mas por regra não oiço fora desses momentos. Mas na verdade, acabo por ouvi-las sempre que toco ao vivo :P!

- Existe alguma canção que te arrependas de ter feito, que inclusivamente tenha sido lançada?

 Não. Quando edito uma música é porque acredito que gostarei dela para sempre. Muitas ideias ficam de fora desse processo final de edição e acabam por desaparecer sem nunca ninguém as ouvir.

- Que canção gostavas que fosse tua?

Algumas, uma delas seria claramente a “Paranoid Android” de Radiohead.

- "O sonho comanda a vida" e tu mostras ser sonhador, existe algum sonho cuja dimensão te faça querer realizá-lo e caso não o faças podes vir a arrepender-te?

A música sempre foi esse sonho.

- 13 de março de 2015 no Centro Cultural de Belém, foi perfeito? Ou mudavas alguma coisa?

A palavra "perfeição" é um pouco utópica. É sempre bom querermos eternamente melhorar tudo o que fazemos. Este concerto, em particular, correu muito bem e deixou-me feliz.

- José & Pilar foi a tua primeira participação numa banda sonora, "Palco do Tempo" é excecional, e tu, gostas de ler José Saramago?

Acabo por ler menos do que devia, infelizmente não consigo ter tempo para tudo. Mas tendo tempo, Saramago é claramente do melhor dos melhores.

- Como encontras o ponto de partida na criação de novas músicas?

Todas as músicas acabam por começar à guitarra ou ao piano com uma pequena melodia que me agrada.

- “00:00:00:00” nasce de uma situação caricata em que segundo outras entrevistas, partiste a perna e por estares em casa, decidiste compor várias canções, sentes que transmitiste tudo o que querias com este último álbum? Ou esta situação limitou-te de alguma forma?

Os rascunhos acabaram por surgir nesse momento, mas só mais tarde terminei o disco, e por isso foi já sem nenhuma limitação física que as gravei e terminei ficando o disco exatamente como queria.

- Crias um álbum quando tens novas histórias para contar ou é mais quando as melodias são muitas?

É um misto das duas coisas. Uma boa melodia precisa sempre de uma boa história, e uma boa história só é engrandecida com uma boa melodia.

- Para terminar, consegues definir o projeto Noiserv? É tudo o que imaginaste?

É parte daquilo que sempre sonhei mas é um caminho sem fim, que espero que continue sempre a avançar.

 

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 Resta-me agradecer ao David Santos, não só pela entrevista, mas por 12 anos ou mais de boa música, obrigado David, que continues por muitos mais anos. 

Próximos espetáculos que vamos ver:

Ben Howard - Coliseu dos Recreios a 27/05/2018

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