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Disco Plano

02
Fev18

A Entrevista - MONDAY

O Capitão Fantástico

Depois de me apaixonar pelo universo melódico das Golden Slumbers, fui acompanhando de perto o trabalho das irmãs Falcão, quando soube que MONDAY tinha nascido e que era uma ideia da Cat Falcão, ansiei, esperei e quando chegaram as canções, uma a uma, voltei a apaixonar-me, a minha canção de eleição é a "Change", espero que vocês possam também vir a ter uma canção favorita só vossa, por agora, deixo-vos uma pequena entrevista, realizada com a protagonista deste projeto que escolhe a segunda-feira para florescer. 

 

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- De outubro de 2013 a janeiro de 2018 já lá vão quase 5 anos, qual foi o melhor momento desta viagem musical tão única que tens vivido?

Houve vários momentos, mas os que se calhar tiveram mais impacto foram mesmo de início quando comecei Golden Slumbers com a Margarida. Gravar o EP com ela foi das experiências mais importantes e especiais, mesmo que na altura, sem grande rumo, senti que estava a fazer algo num caminho certo e quando se tem 19 anos, como tinha na altura, são raros esses momentos onde temos total certeza de algo. Lembro-me também da primeira vez que ouvi o “My love is drunk” na rádio e de ficar super contente. Acho que esses são para mim os dois momentos mais marcantes.

- Como gostaríamos de focar as nossas questões no teu projeto a solo, responde só a uma questão para de certa forma tranquilizar os fãs, se quiseres responder, claro. As Golden Slumbers têm planos para o futuro?

Temos planos, claro. Estamos agora a preparar o próximo passo, não podendo adiantar muito mais mas, à partida, no final do ano sairão coisas novas.

- Quando foi que surgiu a ideia de fazer algo fora das Golden Slumbers?

Eu sempre escrevi canções soltas, mas nunca com um grande objectivo. Aconteceu que, num concerto de Golden Slumbers em 2016, a Margarida ficou doente e tive que tocar sozinha. Como temos muitas canções que vivem das harmonias decidi trocar por algumas das minhas a solo, e nessa altura o António (baterista de Golden Slumbers e produtor/guitarrista de MONDAY) perguntou-me se poderia produzir umas canções. Entretanto fui-lhe mandando mais temas e passamos de um EP para um disco!

- Como foi a reação da tua irmã ao saber que querias fazer algo de certa forma, só teu?

Foi muito tranquilo, até porque ela também tem outro projecto (Vaarwell) e portanto não estranhou nada. Ela já sabia da existência destas minhas músicas e sabemos as duas que um projecto não atrapalha o outro.

- Porque escolheste o nome "MONDAY"?

Estive muito tempo sem encontrar um nome que gostasse. Depois lembrei-me de MONDAY por ser o início da semana, e geralmente o dia que tiro para planear o resto dos meus dias. Gosto de rotinas e não acho que as rotinas tenham que ser aborrecidas, sempre gostei de fazer listas/planear as coisas como deve ser e portanto acho que o nome tem tudo a ver comigo. Para além disso acho que soa bem - mesmo que para alguns tenha uma conotação negativa. :)

- E como foi que surgiram as canções para este projeto?

Tenho canções no disco que escrevi quando tinha 21, 22 e 23 - são muito soltas nesse aspecto, mas encontram-se por serem praticamente todas biográficas. Escrevi-as em alturas que estava a passar por algo que me “obrigava” a escrever, e há a sorte da música ter esse lado terapêutico. Fui gravando umas demos, e entretanto passei as coisas ao António que lhes deu novos arranjos e nova cor.

- Alguma vez ponderaste cantar em português?

Cantar em português já o fiz, mas escrever para as minhas bandas não. :)

- Qual foi a primeira canção para este projeto? E qual a tua favorita?

A primeira que levou arranjo foi a Change (que saiu agora). Foi há quase dois anos e lembro-me da primeira vez que ouvi o novo arranjo ficar mesmo contente porque não fazia ideia do que ia sair dali. É difícil escolher uma canção favorita, porque gosto mesmo muito do meu disco todo. Se tiver mesmo mesmo que escolher será a “One” que dá nome ao disco mas que ainda não saiu. :)

- Procuraste fugir ao que é a identidade das Golden Slumbers com as novas músicas?

Sim, tanto sonoramente como esteticamente. Os arranjos foram sempre feitos com um lado mais “edgy/rocky” em mente, e o próprio grafismo do projecto é completamente diferente.

- No videoclípe da "Change" partilhas a diversão com a tua irmã, Matilde, fala-nos um pouco sobre esta experiência, como foi fazer este videoclípe?

Foi muito bom, é sempre óptimo trabalhar com família de que se gosta. Tenho a sorte de ter várias irmãs (somos 5) e de gostar muito de todas. A Marta, minha irmã mais velha, também esteve a ajudar no vídeo. E é fixe ficar com este registo quando formos velhinhas enrugadas. :)

- "Do I really need to learn about love?" - O amor assume várias formas na nossa vida, mas o amor romântico por uma cara metade é o mais popular, como é a tua relação com este tipo de amor?

Claramente não muito bom ahah. Mas tenho 24 anos, é normal. :)

- "30 Years" parece falar de uma quebra de comunicação, em que te inspiraste para escrever esta letra?

Em resumo: é sobre uma pessoa meia auto-destrutiva e a inevitável falha de comunicação.

- A canção "Yo-yo" é como uma ode à singularidade da vida quando se ouve a letra com atenção, quanto esta canção te define?

Na altura que a escrevi fazia todo o sentido. Hoje em dia não sei, penso menos nisso, ou pelo menos estou menos chateada com isso.

- O que podemos esperar dos próximos concertos? Tens alguma surpresa planeada?

Ainda tenho o disco por lançar, portanto muitas canções novas, e tenho dois temas fora do disco para tocar ao vivo!

- Existe algum palco em Portugal no qual queiras muito tocar?

Gostava muito de tocar no Coliseu de Lisboa. :)

- Mudavas alguma coisa do que tem sido a tua carreira até agora?

Existem sempre algumas coisas, mas nada muito relevante e também são "erros" que fazem parte do ofício. Temos que ir aprendendo e não vale a pena tentar controlar sempre tudo.

- O que te chama a atenção sempre que ouves uma música?

É um misto da harmonia, melodia e a forma que a música é interpretada. Foi uma explicação muito vaga, mas pronto é isso. Há aquelas músicas que nos batem logo e nunca consigo perceber exactamente o que é. Hei-de descobrir a fórmula para fazer hits constantes.

- Se pudesses escolher só uma canção de todas as que existem, ficando só com esta para ouvir para o resto da vida, qual seria?

Qualquer que fosse a escolha ia-me arrepender eventualmente, mas escolho a "Don't ask me why" da Laura Marling - passei muito tempo a ouvi-la quando tinha 19/20 anos e dá-me sempre nostalgia quando a ouço.

- O que alimenta a tua paixão pela música?

A paixão pela música existe mais por necessidade! Gosto e preciso de escrever e de tocar. Fora isso, das coisas mais fixes e motivadoras é ouvir música boa.

 

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Obrigado à Cat Falcão pela disponibilidade, pela atenção e pelas respostas sinceras que nos escreveu. Dia 16 de fevereiro, daqui a duas semanas, sai o primeiro álbum deste projeto que se chama MONDAY e mal podemos esperar pelo resultado final. Até já!

 

Próximos espetáculos que vamos ver:

Ben Howard - Coliseu dos Recreios a 27/05/2018

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